Olinda
foi o berço da cultura brasileira do século XVI. Dizem que, seu nome
vem da exclamação de seu fundador ao chegar a lugar tão bonito: "Oh!
Linda situação para se construir uma vila!"

Com um dos mais importantes
conjuntos arquitetônicos do país, em 1980 a cidade ganhou o título
de Cidade Monumento Nacional pelo Serviço de Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (SPHAN) e, dois anos depois, o de Patrimônio
Natural e Cultural da Humanidade, pela Unesco.
Para visitar esta graciosa
cidade, tem que andar a pé e subir suas ladeiras. À subida, o assédio
dos guias de turismo é grande. Nossa dica é escolher, na Praça do
Carmo, os guias-mirins da Prefeitura, que não cobram quantia certa
pelo serviço, deixando o pagamento a critério do freguês.
Entre museus, conventos
e igrejas, muita coisa há para ser vista. Indispensável é visitar
o Convento de São Francisco, com seus belos azulejos portugueses,
e o Mosteiro de São Bento, com altar folheado a ouro e púlpitos entalhados
na madeira. Bonita também é a Igreja da Sé, que fica num dos lugares
mais visitados da cidade: o Largo da Sé, onde, à frente, têm uma pracinha,
tendinhas de artesanato, vendedores de água de coco, de tapioca, e
os tradicionais cantadores nordestinos, que alegram os visitantes
com brincadeiras musicais. Lá também está o bar Cantinho da Sé e o
terreiro de Pai Edu, um pai de santo famoso no lugar.
Uma das ruas mais interessantes
é a Rua do Amparo, uma espécie de pólo cultural, com ateliês de pintura,
cerâmica e entalhe, restaurantes, pousadas charmosas, dois museus
(do Mamulengo, com bonecos do teatro popular; e Regional, com arte
sacra e móveis do século XVII ao XIX) e a oficina do bonequeiro Sílvio
Botelho (que faz os bonecos gigantes do famoso Carnaval de Olinda,
um dos mais originais e animados do país), sem contar as lindas casas
coloniais pintadas em cores fortes e contrastantes, fruto do Projeto
de Revitalização comandada pela Prefeitura local e uma Fundação.

É na Rua do Amaparo
que você encontrará dos dois restaurantes estrelados da cidade: o
Oficina do Sabor, que serve uma criativa e saborosa comida regional;
o outro, à beira-mar, é o Chez Georges, à Rua Manuel Borba, 350, um
local para agradar todos os sentidos.
Em Olinda fervilha arte,
cultural e mistura de povos: artistas pintam e atendem aos compradores,
enquanto outros abrem restaurantes, pousadas ou galerias de arte em
suas próprias casas-ateliês, vindos de todos os lugares do Brasil
e do mundo.
Quem quiser comprar
artesanato local pode escolher peças lindas em em cerâmica, papel
machê, couro, madeira, metal, além de tapeçarias e antiguidades. O
local para achar tudo isso é no Mercado da Ribeira ou ao Mercado Eufrásio
Barbosa. Este último é também um animado espaço cultural. Já para
quem curte uma praia podem escolher entre a praia dos Milagres, no
Centro, ou as mais distantes Carmo, do Farol, Bairro Novo, Casa Caiada
ou Rio Doce.