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Na nossa cultura temos uma série de tradições que são inspiradas nos áureos tempos romanos e no mundo antigo, mas como será em outras culturas a partir de agora, a cada semana nós estaremos divulgando, como é o casamento ao redor do mundo.
Em um país onde tudo tem um significado, no ritual do casamento tudo obedece as tradições e cada detalhe é bem marcante. Na mesa onde se celebra o casamento japonês estão presentes os chôtibuki, arranjos florais feitos com galhos de pinheiros, bambus e ameixeiras, pura expressão de uma união duradoura, onde cada integrante simboliza algo. O pinheiro, matzo, é escolhido por sua capacidade de enraizamento tão forte nas rochas que nem mesmo um terremoto é capaz de derrubá-la. O bambu é flexível, mas extremamente resistente, pode vergar, mas não quebra, simboliza uma união que por mais dificuldades que atravesse não se dissolve. A ameixeira é capaz de florescer e dar frutos mesmo que esteja ressecada e desfolhada. Garças feitas com a técnica da dobradura-origami enfeitam os galhos, porque para os japoneses, a garça branca por seu vôo alto pode fazer a ligação entre os homens e os deuses, trazendo felicidade para o casal. Outro costume também presente nessa cerimônia é colocar cédulas que imitem dinheiro em envelopes vermelhos de origami, queimados durante a festa para atrair prosperidade. A tradição também presente na comida, recomenda que seja preparado o pargo peixe associado à alegria e sekiham, um prato à base de arroz e feijão azuki, ambos símbolos de prosperidade, cozidos no vapor, conservando todos os nutrientes do prato. O saquê, vinho de arroz, é servido em uma única taça que é partilhada pelos noivos e por seus pais para atrair bons fluidos.
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