Ceder uma primeira vez, tudo bem. Mais uma vez, ainda
está tudo bem, mas a terceira, a quarta, a quinta, será
que ainda estará tudo bem???
Uns acham que sim, que ser um casal é também isso -
cada um cedendo uma vez e tudo bem. Já outros, mais
modernos, acham que não vale a pena ceder por tão pouco,
ou até mesmo discutir só por isso.
Qual a
solução para estes casos? Duas televisões no quarto
do casal. Uma ao lado da outra. Engraçado? Muito. Mas,
vem dando certo. O individualismo cada vez mais vem
sendo respeitado pelo casal. A mulher moderna, que trabalha
fora e contribui no orçamento da casa, tem todo o direito
de não gostar de futebol assim como o marido de novela.
Concordam???
Logicamente
que estes aparelhos de televisão se tiveram fones de
ouvido será ainda melhor. Afinal de contas, sempre,
desde os mais remotos filmes ou fotos que já tenhamos
visto em cada lado da cama do casal há um abajur. Porque?
Para que cada um pudesse ler sem incomodar ao outro.
Já era uma maneira do individualismo ser preservado.
O mesmo se aplica ao banheiro. Porque não um bancada
com duas pias em vez de uma só?? Porque você tem que
esperar o marido se barbear, para poder começar a sua
maquiagem? Ou porque o seu marido deve esperar você
acabar de realizar a maquiagem diária para poder se
barbear? Não seria mais legal se ambos estivessem usando
o banheiro na mesma hora? Nesta vida tão corrida, ao
se pentear , o seu marido poderia estar se barbeando
e vocês conversariam, ou até algo mais?!?!
Vocês
podem até radicalizar mais ainda e duplicar o quarto:
cada um terá o seu quarto. É óbvio que ambos os quartos
terão cama de casal. Mas, um dia você quer ter seu espaço
preservado e vai para o seu quarto. Se quiser, convide-o
para dividi-lo com você e vice-versa. O respeito a individualidade
e a privacidade pode ser uma boa maneira de quebrar
a rotina e de não haver necessidade que ambos cedam
tantas vezes.
Pense
a respeito e converse com o seu namorado ou seu noivo.
Afinal, de uma coisa todos temos certeza: o diálogo
é imprescindível num casal.
Maria
Célia Fraga