Qual
a idade certa para casar?

Clique para ampliar
o gráfico
Movidos
pela necessidade de afirmação profissional ou pela busca da estabilidade
econômica, os homens se casam, em média, aos 29,3 anos. Em 1990, a média
era de 26,9 anos. Já as mulheres se casam, em média, aos 25,7 anos.
Em 1990, a média era de 23,5 anos. A espera pela hora certa de subir
ao altar, que, segundo as estatísticas, seria uma tendência para os
primeiros anos do século XXI, tem conseqüências em outro fator analisado
pelo IBGE:
Duração
média das uniões

Clique para ampliar
o gráfico
—
Em 2000, a média de duração dos casamentos estava em 10,5 anos. No início
da década de 90, as pessoas viviam, em média, 9,5 anos juntas — diz
o chefe do Departamento de População e Indicadores Sociais do IBGE,
Antônio de Oliveira.
Para
mulheres, casamento mais fácil dos 15 aos 24 anos
Embora
a idade média para assumir um compromisso esteja aumentando, as mulheres
ainda conseguem arrumar um marido com mais facilidade dos 15 aos 24
anos — em cada mil brasileiras nesta faixa etária, 21,2% se casaram
em 2000.
Mas,
em 1990, na mesma faixa, a proporção era de 34,3 noivas para cada mil
mulheres. Entre os homens, o maior número de casamentos ocorre entre
20 e 29 anos.
Número
de casamentos por ano
Mas,
mesmo assim, já é possível perceber o adiamento da hora de assumir uma
relação: em 1990, ocorreram 47,6 casamentos por mil brasileiros de 20
a 24 anos. Em 2000, esse índice caiu para 29,1. Além disso, também está
diminuindo o número de casamentos oficiais (a chamada taxa de nupcialidade
legal). Em 1990, em cada mil habitantes, oito eram legalmente casados.
Em 2000, esse índice caiu para seis uniões de papel passado para cada
mil habitantes. E, na avaliação da tendência relativa a 2001, esta taxa
seria de 5,7 casamentos legais em cada grupo de mil habitantes.
Quais
os brasileiros que mais se casam?
Os
brasileiros que vivem no Sudeste são os que mais legalizam suas uniões:
para cada mil habitantes, 6,9 registraram oficialmente seus casamentos.
Já nas regiões Norte e Nordeste, a taxa de nupcialidade legal é de 4,9.
Em
busca do tempo perdido...
Casando
mais tarde e vivendo mais tempo juntos, os brasileiros também deixam
claro, pelas Estatísticas do Registro Civil, que não desistem facilmente
do sonho de encontrar a alma gêmea. Em dez anos, mais do que dobrou
o número de divorciados e viúvos que tentaram uma nova união.
Em 1990, esses grupos representavam apenas 1% do total de casamentos.
Hoje, alcançam 2,4%. Sem falar que cresceu também o número de uniões
em que apenas um dos cônjuges era solteiro: 5,2% em 1990 e 9,2% em 2000.
O casamento entre solteiros, de forma geral, caiu de 93,9% do total,
em 1990, para 88,4% em 2000.
Dezembro:
O mês das Noivas ! (??)

Clique para ampliar
o gráfico
As
informações divulgadas pelo IBGE mostram ainda outro fato curioso: embora
seja considerado o mês das noivas, maio não é o favorito dos casamenteiros.
Dezembro lidera a corrida aos altares, possivelmente por causa do pagamento
do décimo terceiro salário. Em seguida, aparecem setembro e julho. Maio
ficou num modesto quarto lugar. E o mês menos procurado pelos noivos
é agosto.
Divórcios

Clique para ampliar
o gráfico
Taxas
de divórcio ficaram estáveis em dez anos Já os casos de divórcio, ao
longo de dez anos (1990-2000), mantiveram-se estáveis, com um quase
imperceptível crescimento. Em 1990, ocorria um divórcio para cada mil
habitantes. Em 2001, acontecia 1,2. A Região Centro-Oeste é a que apresenta
o maior número de divórcios: 1,8 para cada mil habitantes. Já no Norte
e no Nordeste, essa taxa é de 0,9. No período, 80% dos divórcios e 70%
das separações judiciais foram consensuais. Quando o rompimento ocorreu
de forma litigiosa, as Estatísticas do Registro Civil mostram que a
iniciativa coube, na maioria dos casos, às mulheres. Elas requerem mais
de 70% das separações e em torno de 55% dos divórcios não consensuais.
Em mais de 80% dos casamentos desfeitos, segundo os dados do IBGE, havia
filhos menores de 18 anos, que ficaram com as mães.
