Mas,
como lidar com essa situação? Essa relação deve ser desenvolvida gradativa
e amistosamente no dia-a-dia, afinal isso não se aprende em livros ou
cursos. Muitas pessoas driblam o mal-estar com diálogo, outras se mudam
para longe e há até quem prefira fazer uma horinha extra no trabalho
para não ter que conviver com ela. Só que não tem jeito: enquanto seu
casamento durar, o fantasma da querida sogrinha - por mais que promessas
sejam feitas e quilos de velas sejam acesas - vai continuar rondando.
Mas,
não dá generalizar, nem todas sogras são ciumentas e possessivas. Na
verdade, algumas são verdadeiras mães e têm um comportamento exemplar.
A publicitária Gabriela Duarte Santos também não tem o que reclamar.
A mãe de seu marido é quem fica com o bebezinho de 5 meses em casa enquanto
ela está trabalhando. "Não quis colocar em creche, contratei uma
babá e D. Virginia se ofereceu para ajudar. Tenho certeza que ela supervisiona
e cuida do Lucas da mesma forma que eu e com o mesmo amor que eu cuidaria",
elogia Gabriela.
Nem
todo mundo tem um mundo tão tranqüilo e harmônico com a sogra como a
Gabriela. A sogra da jornalista Lívia Barbosa é uma das que não respeita
a opinião alheia, muito menos a da nora. "A Denise vivia metida lá
em casa, criticando tudo e interferindo em nossas vidas. No inicio,
achava uma gracinha encontrar a geladeira cheia, a casa arrumada e flores
nos esperando. Mas, depois, ela começou a abusar e entrava e saia quando
bem entendia. Tivemos que dar um basta. Graças a Deus tive apoio do
meu marido que também ficou incomodado com a situação". Para o Dra.
Roberta Maya Faria, psicóloga e terapeuta familiar em Curitiba, considera
importante administrar a situação quando a interferência é intensa.
"Como em qualquer tipo de relacionamento, a questão é saber administrar
os custos e benefícios da presença da sogra na vida do casal. Se bem
administrada, a sogra pode ser uma dádiva, uma benção. Se mal administrada,
é infernal", afirma.
A
situação só piora quando "os filhinhos" acabam totalmente influenciados
pela "mama". A enfermeira e instrumentadora cirúrgica Mônica Abreu nem
casou mas já enxerga os problemas que deve enfrentar quando resolver
colocar a aliança na mão esquerda. Mônica não suporta a relação 100%
edipiana que seu namorado tem com a mãe. "O Eduardo não sabe dizer
não pra ela, é impressionante. A Dona Rosalba acha que o filho é muito
novo para se prender e ele criou verdadeira ojeriza a qualquer tipo
de comprometimento. Nem escova de dente ele deixa no meu apartamento",
desabafa. "Para piorar a situação, temos que ficar levando ela para
cima e para baixo nos fins de semana", completa.
A
frase "parente é para sempre parente" tem seu fundo de verdade. A relação
com a mãe de seu amado, em forma de anjo ou diabo, deve ser respeitada
e administrada da melhor forma possível, sem prejuízo para você, para
ele e toda a família.
Lembre-se:
um dia você também poderá ser uma sogra.
